Artigos, Destaques, Notícias › 22/09/2017

NOSSA EVANGELIZAÇÃO: IR PELO MUNDO SEM NADA DE PRÓPRIO

 
“Quando os irmãos vão pelo mundo nada levem pelo caminho.” (RNB 14)
  A Missão Franciscana aponta  para o cultivo da própria identidade do frade menor. A medida que neste espírito se aprofunda, mais a evangelização franciscana acontece e consegue resplandecer o brilho e a beleza de Jesus Cristo pobre, crucificado e ressuscitado.
  Uma vocação missionária franciscana bem vivida torna-se expressão do tom fundamental que rege nossa vida: a Senhora Pobreza. Este tom fundamental é a compreensão de que o seguimento radical de Jesus Cristo exige do missionário total disponibilidade, no qual deixar tudo torna-se necessário para carregar todos os dias a sua cruz.
  O cultivo do ser menor franciscano indica uma atitude profunda de ter nossos olhares e nossas mentes voltadas para Cristo, para o Pai e para o Espírito Santo. Esta é a experiência do evangelizador franciscano que consiste em dispor-se para acolher aquilo que Deus tem para nos comunicar e, a partir desta acolhida, poder proclamar suas maravilhas. É estar em consonância com o amor de Deus.
  Assim, o centro da evangelização franciscana não é o evangelizador, mais o mistério de Jesus Cristo crucificado em unidade com o Pai e o Espírito Santo. São Paulo descreve bem o que é ser missionário:“quando fui ter convosco, irmãos, não fui com prestígio da eloquência nem da sabedoria anunciar-vos o testemunho de Deus. Julguei não dever saber coisa alguma entre vós, senão Jesus Cristo, e Jesus Cristo Crucificado.” (1 Cor 2, 1-2) 
 
 
  Portanto, em Jesus Cristo, enviado do Pai, somos eleitos e escolhidos por Deus. Nesta eleição e nesta escolha fazemos experiência de que nossa missão e nossa evangelização não consiste em algo exterior a nós. Mas algo que é próprio do nosso chamado e do qual não podemos fugir. Deste modo, afirma o Apóstolo São Paulo: Anunciar o Evangelho não é glória para mim; é uma obrigação que se me impõe. Ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho! Se o fizesse de minha iniciativa, mereceria recompensa. Se o faço independentemente de minha vontade, é uma missão que me foi imposta. Então em que consiste a minha recompensa? Em que, na pregação do Evangelho, o anuncio gratuitamente, sem usar do direito que esta pregação me confere.” (1 Cor 9, 16-18)

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