Santo Franciscano › 16/01/2019

SÃO BERARDO, PRESBÍTERO, E SEUS COMPANHEIROS, PROTOMÁRTIRES, DA ORDEM I

Nasceu em Lugar Nuevo de Fenollet (Valência) aos 23 de julho de 1867 e foi batizado na Paróquia San Diego de Alcalá, aos 28 de julho do mesmo ano, pelo pároco Don Antônio Donat, com o nome de José. Era o primeiro dos três filhos do casal José Bleda Flores e Rosária Antônia Grau Mas.

Na sua cidade recordam que “foi um menino muito piedoso desde sua infância. Em sua casa – dizem – conserva-se uma pedra, na qual, segundo o dizer de todos, ajoelhava-se para a oração. Pertencia a uma família muito cristã. Embora sentisse desde sua infância o desejo de abraçar a vocação religiosa, como um irmão prestava o serviço militar em Cuba, José teve que ajudar os pais e assim atrasou a entrada na Ordem Capuchinha até o retomo deste irmão”. Ingressou entre os Capuchinhos em 1900, como frade não clérigo. Estava com 32 anos quando recebeu o hábito, dia 02 de fevereiro de 1900, das mãos do Ministro Provincial, Frei Luiz de Massamagrell. Emitiu profissão temporária aos 02 de fevereiro de 1901, em Massamagrell e a perpétua aos 14 de fevereiro de 1904 em Orihuela.

Os religiosos dizem sobre ele “que era filho da obediência. Seu temperamento eraextraordinariamente pacífico e a qualidade mais destacável era sua entrega àvontade de Deus… Era fiel observante da Regra e das Constituições capuchinhas… Frei Berardo era um santo homem. Não ousava levantar o olhar a nenhuma parte. Era um religioso muito exemplar. Cumpriu perfeitamente os cargos que seus superiores lhe confiaram. Era amado por todos que o conheciam”.

Depois de Professar, foi destinado ao convento de Orihuela (Alicante), ondepassou toda sua vida como “esmoler” e alfaiate da fraternidade. Edificou a genteda cidade com sua vida exemplar quando “esmolava” e a sua fraternidade com asua bondade, humildade e santidade de vida. Fechado o convento por causa da perseguição de 1936, Frei Berardo se refugiou na sua cidade com seus familiares, dedicando-se à oração e às obras de caridade, mostrando em todo momento grande paciência e resignação. Estava quase completamente cego. Na noite de 30 de agosto de 1936 foi detido pelos membros do Comitê Local, com o pretexto que deveria fazer algumas declarações. Puseram-no em um carro e o conduziram pela estrada de Beniganim, distrito de Genovés (Valência), onde foi assassinado. No registro civil sua morte é datada aos 04 de setembro de 1936.

O Senhor Francisco Cháfer, recorda como descobriu o cadáver de Frei Berardo:“Nofinal de agosto num dia muito quente, ia com meu pai até à vizinha cidade deBeniganim e vi na sarjeta da estrada o cadáver de um ancião. Meu pai me dissepara prosseguir adiante e eu, menino de treze anos, vencido pela curiosidade,aproximei-me e vi que tinha recebido um tiro no olho que sangravaabundantemente”. Assim se soube de sua morte. Seu corpo foi sepultado numafossa comum, no cemitério de Genovés. Seus restos mortais não puderam seridentificados. Beatificado por João Paulo II.
                                                                                                  (Frei Eurípedes Otoni da Silva, OFMCap.)