Santo Franciscano › 05/12/2018

Beatos Frei Miguel Tomaszek e Frei Zbigneo Strzalkowski, mártires

Estes dois Frades foram martirizados no Peru, no dia 9 de agosto de 1991. 24 anos depois do seu martírio, esta Beatificação será um dom para a Igreja do Peru, para a Polónia, mas igualmente para a Ordem dos Frades Menores Conventuais e para toda a Igreja.
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Frei Zbigniew Strzalkowski e Frei Michal Tomaszek nasceram na Polónia, na Província de Cracóvia; Frei Michal Tomaszek, em 1960 e Frei ZbigniewStrzalkowski, em 1958. Quando foram martirizados, tinham 31 e 33 anos, respetivamente.
Eram Frades Menores Conventuais da Província religiosa de Cracóvia e estavam em missão no Peru há cerca de 2 anos. Faziam parte do primeiro grupo de Missionários da nossa Ordem.
Uma vocação que se tornou missão
Os dois foram enviados como missionários para Pariacoto, Diocese de Chimbote. Já no Seminário, o seu testemunho de vida era exemplar. Depois de uma breve experiência de vida Pastoral na sua Pátria, a Polónia, foram enviados em missão.

Por que é que o ódio dos guerrilheiros levou os dois frades a sofrer o martírio?

Eles começaram a estar na mira dos guerrilheiros do Sendeiro Luminoso, um grupo de homens armados, que, com os rostos cobertos invadiram a Casa Paroquial. Foram acusados devido ao seu trabalho no meio dos habitantes da Cordilheira dos Andes, que visitavam nas numerosas aldeias das suas paróquias, ajudando os mais pobres e os mais necessitados. Era essa a sua prática Pastoral na Diocese de Chimbote, numa zona em que aqueles guerrilheiros estavam a assumir cada vez mais o controle. A Igreja, que estava a fazer um excelente trabalho naquela zona, era vista como uma ameaça por parte dos guerrilheiros.
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A perseguição violenta
Em agosto de 1991, os guerrilheiros começaram a desenvolver uma reação violenta à Igreja Católica, como oposição ao seu testemunho de solidariedade para com os mais pobres e miseráveis. Os guerrilheiros anunciaram publicamente que iriam matar um Padre cada semana naquela Diocese de Chimbote e começaram a cumprir as ameaças.

O martírio

O primeiro Sacerdote que os guerrilheiros tinham marcado para ser executado sumariamente conseguiu escapar. No dia 9 de agosto, tocou a vez aos dois Frades Conventuais Polacos, Frei Zbigniew Strzalkowski e Frei Michal Tomaszek. Foram levados da igreja, no fim da celebração da Eucaristia da tarde e sujeitos a um julgamento sumário. Depois foram conduzidos para fora da aldeia e mortos junto ao cemitério. Com eles foi assassinado também o presidente da junta daquele lugar.
No dia 25 de agosto, mataram outro Padre, italiano, da Diocese de Bergamo, Itália. Este foi abatido em emboscada, quando voltava de celebrar a Eucaristia numa Capela.
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Testemunhos de fé
O sacrifício destes Frades e destes Sacerdotes contribuiu para que os cristãos daquela população tomassem consciência da importância do testemunho cristão até à morte. O funeral destes Frades manifestou o enorme afeto e amor que os fiéis tinham por eles. Tiveram a coragem de dar a cara, de perder o medo, de saírem e irem ao funeral destes Frades. Entre os muitos cartazes que acompanhavam a procissão fúnebre alguns diziam: “Os padres não morreram”. Isso ajudou estas populações a continuar a própria vida e a empenhar-se no caminho da reconciliação e da solidariedade. Passados 24 anos, estes dois Frades vão ser declarados Beatos.  Para a Igreja do Peru é uma novidade e uma graça: já tem outros Santos, mas estes são os primeiros Beatos Mártires do Peru.
São para nós um testemunho de coragem, de uma fé que precisa ser anunciada, arriscando a própria vida, se necessário.
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