Artigos, Destaques › 22/09/2017

PARÁBOLA DA ÁGUIA

“Era uma vez um certo homem que, enquanto caminhava pela floresta, encontrou um pequena águia. Levou-a para casa, colocou-a no seu galinheiro, onde logo ela aprendeu a se alimentar como as galinhas e a se comportar como elas.

Um dia, um naturalista que ia passando por ali perguntou-lhe por que uma águia, a rainha de todos os pássaros, deveria ser condenada a viver no galinheiro cm as galinhas.
“Depois que lhe dei comida de galinha e a eduquei para ser uma galinha, ela nunca mais aprendeu a voar”, replicou o dono. “Se se comporta como uma galinha, não é mais uma águia”.
“Mas”, insistiu o naturalista, “ela tem coração de águia, e, certamente, poderá aprender a voar”.
Depois de falar muito sobre o assunto, os dois homens concordaram em descobrir se isso poderia ser possível. Cuidadosamente o cientista pegou a águia nos braços e disse: “Você pertence aos céus e não à terra. Bata bem as asas e voe”.
A águia, entretanto, estava confusa, não sabia quem era, e vendo as galinhas comendo, pulou para ir juntar-se a elas.
Incomodado, o naturalista levou a águia no dia seguinte para o alto do telhado da casa e insistiu novamente, dizendo: “Você é uma águia. Bata bem as asas e voe”. Mas a águia tinha medo do seu eu desconhecido e do mundo que ignorava e voltou novamente para a comida das galinhas.
No terceiro dia o naturalista levantou-se bem cedo, tirou a águia do galinheiro e levou-a para uma alta montanha. Lá, segurou a rainha dos pássaros bem no alto e encorajou-a de novo, dizendo: “você é uma águia. Você pertence ao céu e à terra. Bata bem as asas agora e voe”. A águia olhou em torno, olhou para o galinheiro e para o céu. Ainda não voou. Então, o cientista levantou-a na direção do sol e a águia começou a tremer, lentamente abriu as asas. Finalmente, com um grito de triunfo, levantou vôo para o céu.
Pode ser que a águia ainda se lembre das galinhas com saudades; pode ser que ainda ocasionalmente torne a visitar um galinheiro. Mas até onde foi possível saber, nunca mais voltou a viver como galinha. Ela era uma águia, embora tivesse sido mantida e domesticada como galinha.”
PARA REFLETIR:
a) O que há de comum entre este texto e o texto da vocação de São Paulo (At 9)?
b) Na história da minha vocação, já tive a experiência de “cair do cavalo”?
c) Atualmente, sou uma galinha ou uma águia? Porque?
d) Em que minha vocação tem a ver com esse texto?

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