BEATO EGÍDIO DE ASSIS: A SIMPLICIDADE EM SABEDORIA

 Entre os companheiros do Seráfico pai São Francisco, destacamos o Bem-aventurado Egídio de Assis. Em 1209, Egídio ingressou na Ordem dos Frades Menores. Dentre os filhos de Francisco, foi o que mais se destacou pela santa sabedoria causando admiração de muitos em sua época, apesar de sua simplicidade e pouco conhecimento nos estudos.

  Nos escritos franciscanos observamos homens, mulheres, mestres e Cardiais de todas as condições se dirigirem ao Beato Frei Egídio “para dele ouvir palavras de vida”. Pois, para Egídio a “Palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que toda e qualquer espada de dois gumes”.

(Hb 4,12)

  Para Frei Egídio o sumo de toda ciência é temer e amar a Deus. Por isso, ele alerta que todo homem deve empenhar-se com toda a solicitude e confiança nas obras do amor, da esperança e da caridade.

  Segundo o Beato Egídio de Assis a verdadeira sabedoria de fazer boas obras está naquele que ouve a Palavra de Deus e a coloca em prática.“O pregador da palavra de Deus foi posto por Deus para ser lâmpada, espelho e porta bandeira do povo de Deus”. (DE 16,13) Ou seja, todo evangelizador é aquele que dirigi os outros por um caminho reto e o convida a caminhar junto sem jamais desistir de percorrer o itinerário para Deus. Pois, Egídio nos afirma: “O bom pregador fala mais para si que para os outros”. (DE 16,16)

  Por isso, para o Beato Egídio todo obra que nasce do homem se torna pobre. Mas se vem de Deus ela enriquece o homem. Logo, “o homem deve amar as obras divinas e desprezar as humanas”. (DE 3,15)

Portanto, diante da personalidade franciscana de Egídio de Assis, ficamos a nos questionar sobre a sabedoria de Deus e sua ação em nós. Este homem tão simples e iletrado revelou em seu tempo e continua a nos revelar que obter a sabedoria divina não depende de nosso méritos. Mas, é graça de Deus dada ao ser humano que, ao ouvir sua Palavra, a coloca em prática. Nisso consiste, o itinerário discipular franciscano vivido e ensinado por São Francisco aos seu confrades: “Não queirais jamais ter outra coisa debaixo do céu” (RB 6,7) a não ser, a Senhora Pobreza rica de toda ciência de Deus.

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